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YA SE PUEDEN IR ACOMODANDO EN EL PRIVADO, POR FAVOR.. J me dice que no tengo vida privada. J me manda el fragmento de un relato. J tiene razón, pero no se la doy. J, sin embargo, sólo acierta ahora, cuando estoy todavía en Madrid, porque todo me parece más cercano. J no sabe que, cuando estoy en Londres, lo privado parece público, pero yo no lo siento así. Aquí, sin embargo, lo privado se antoja público, púdico y hasta púbico. J ya se ha quitado la ropa y apenas la cubre un bikini. Debajo de J ya sé lo que hay, me dice, cuando se lo pregunto. J no sabe que ya no volveré a hablar de J. Porque J, sí, tiene vida privada.
Ursula y Roberto, también.
Desde un Norte que la otra noche soplaba de Levante...
URSULA E ROBERTO
Roberto vê o bilhete e telefona para Ursula.
Encontram-se na casa de Ursula.
Ursula leva o Roberto para o quarto.
'Aquela é a sua cozinha. Passei dias e dias aqui olhando sua cozinha. Fingi-me de faxineira para entrar em sua casa'.
Roberto devolve o broche de crisálidas para Ursula.
'Vocè nao se parece com ela' diz Roberto.
'Nem o nariz?'
'Nem o nariz. É dificil alguém se parecer com Edith'
'Você gosta de Schiele? Claro, que pergunta boba, se nao gostasse nao teria uma reproduçao dele na parede'.
Roberto tira a roupa lentamente.
'O que você esta pensando? pergunta Ursula, também se despindo.'
'Em Edith'.
'Agora que está aqui, quero que pense só em mim'.
Depois desse breve momento de melancolia e possessividade, os dois ficam excitados e felizes com a nudez recíproca. O grande membro erecto de Roberto dá a Ursula uma sensaçao de paz e segurança.
Rubem Fonseca, Romance negro e outras histórias.
Publicado el martes, 15 de febrero de 2005, a las 18 horas y 18 minutos
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